
- Uma discussão que tenho muitas vezes com amigos é o porquê do cinema português não conseguir vingar lá fora. Provavelmente quem não se interessa muito por cinema e as unicas coisas que vai ver são o que os porcos dos capitalistas da Lusomundo metem nas salas de cinema, não sabe que existem outros paises, sem ser EUA e UK a fazer filmes, mas para quem anda mais atento, de certeza já observou e viu alguns filmes de outros paises
- França, Italia ou Mexico, são presenças frequentes, mas nos ultimos anos tem existido sucessos comerciais de outros sitios, Estonia (Klass), Dinamarca (Efter Bryluppen) ou Palestina/Israel (Walz with Bashir), são apenas alguns exemplos. Mas porque é que Portugal não tem nada disto? Em primeiro lugar porque os filmes são maus…mas em segundo há quem diga que é como na Eurovisão, cantamos sempre em português e os outros não percebem!

- Leonel Vieira que vive em Madrid e tem uma maneira de falar português à Figo, resolveu então fazer um filme português mas falado em qualquer coisa que se assemelha ao inglês… Fiquei de alguma forma surpreendido com a história que acaba por não ser má, no entanto é dificil de disfarçar o falhanço que foi tentar criar um Pulp Fiction à portuguesa. E o mais gritante é o ridiculo que são actores portugueses a falar inglês… 
- Mas vamos lá mesmo ao argumento disto: 2 ladrõezecos de segunda que passam a vida entre crimes de pouca dimensão e tentar pinar umas gajas num daqueles clubes algures na fronteira de Espanha, recebem uma proposta para roubar um Van Gogh de uma forma rápida e sem complicações. Eles pensam que lhes saiu a sorte grande, mas vão ter de penar muito mesmo…Porque nem tudo o que é parece…(musica de batuque)
- A história como já referi, sem ser uma obra prima, acaba por ser bastante interessante e o final esta bastante original. Numa mistura entre Pulp Fiction e Airbag, acaba por falhar sobretudo porque o inglês falado soa sempre a palhaçada, dando mais vontade de rir do que de prestar atenção ao que se está a passar. Soraia Chaves pela primeira vez, não faz papel de puta/rameira… 
Coisas que aprendemos neste filme:
- Soraia Chaves não sabe falar
- João Raposo não sabe inglês
- As touradas dão muito dinheiro
- Há espectaculos de faquires nos bares de alterne
- Caixões em forma de pipas é um mercado a explorar
Coisas positivas: O argumento
Coisas negativas: O ser falado em inglês…que falhanço!
NOTA FINAL: 11 valores
5 comentários:
Sou também da opinião que não é um mau filme. O ambiente tarantinesco ajuda bastante.
Para que conste:
o Leonel Vieira não vive em Madrid.
Talvez se visitar Miranda do Douro encontre muitas pessoas a "falar à Figo".
O mau inglês é propositado uma vez que o filme se passa numa "nowhere land". As personagens poderíam ter sido dobradas por actores americanos. Mas quem é que realmente acredita que o José raposo ou o Nicolau Breyner falam um inglês perfeito? No mínimo não sería credível.
Check your sources.
Cara Elisabete, apesar de o meu blog como já venho a referir desde o inicio nunca está sempre certo, penso que desta vez até estou, ele nasceu em Miranda do Douro, mas pelo que vi numa entrevista tirou o curso em Madrid e por lá ficou a viver...
Quanto ao inglês, seja ele propositado ou não, não deixa de ser ridiculo...
http://www.stopline.pt/films/index.php?option=com_content&view=article&id=3&Itemid=12&lang=pt
Cheira-me a fights...
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